BLOG DO SERVO LUIZ SOARES: EBD

SEJAM TODOS BEM VINDOS AO BLOG DO SERVO LUIZ SOARES

Eu vos castigarei segundo o fruto das vossas ações, diz o Senhor; e acenderei o fogo no seu bosque, que consumirá a tudo o que está em redor dela. Jeremias 21:14 E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Gálatas 6:9 sua mensagem

EBD


Gálatas 5:16 “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”.
VERDADE PRÁTICA
Para vencer as obras da carne precisamos andar em Espírito.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Rm 8.4: O crente não pode mais andar segundo a carne, mas segundo o Espírito
Terça — Ef 5.18: Para vencermos as obras da carne precisamos ser cheios do Espírito
Quarta — Rm 8.1,2: Não existe condenação para aqueles que estão em Cristo
Quinta — Gl 5.25: Precisamos andar e viver no Espírito
Sexta — Gl 5.21: Os que andam segundo a carne não herdarão o Reino de Deus
Sábado — Gl 5.24: Os que são de Cristo precisam crucificar a carne
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gálatas 5:16-26
16 — Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 — Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.
18 — Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 — Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,
20 — idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 — invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
22 — Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
23 — Contra essas coisas não há lei.
24 — E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
25 — Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
26 — Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos a respeito das obras da carne e o fruto do Espírito. Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo, de maneira brilhante e contundente, trata do assunto, mostrando o embate existente entre a carne e o Espírito. Ele faz uma exposição da luta que se inicia, internamente, quando aceitamos Jesus como Salvador e procuramos viver segundo a sua vontade. Como poderemos vencer esse embate entre a carne e o Espírito? Veremos que não é possível vencer a natureza carnal mediante o autoflagelo. Para vencermos as obras da carne, precisamos, em primeiro lugar, deixar-nos dominar pelo Espírito Santo de Deus. É preciso ser cheio do Espírito Santo diariamente (Ef 5.18). Se o crente tiver uma vida controlada pelo Consolador, terá plena condição de resistir à sua natureza pecaminosa. Se permitirmos que o Espírito nos domine e nos guie vamos então produzir o fruto que nos leva a agir como discípulos de Cristo (Gl 5.16).
I. ANDAR NA CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO
  1. O que é a carne?
    Dentro do contexto neotestamentário, o vocábulo carne é sarx. Essa palavra é utilizada para designar a natureza adâmica que domina o velho homem e o leva a praticar as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21. Edward Robinson, no seu dicionário de grego do Novo Testamento, utiliza a palavra sarx para descrever a natureza exterior que difere do homem interior (Lc 24.39). A palavra carne, no aspecto teológico, denota a fragilidade humana e a sua tendência ao pecado. Ela é a sede dos apetites carnais (Mt 26.41). O homem somente poderá viver em novidade de vida e no poder do Espírito Santo se, pela fé, receber Jesus Cristo como Salvador.
  2. O que é o espírito?
    A palavra espírito no grego é pneuma. Esse termo significa sopro, vento, respiração e princípio da vida. Esse vocábulo também descreve o espírito que habita no homem o qual foi soprado por Deus (Gn 2.7). Logo, percebemos que esta palavra tem diferentes significados, e segundo o pastor Claudionor de Andrade, o seu significado teológico vai muito além: “Espírito é a parte imaterial que Deus insuflou no ser humano, transmitindo-lhe a vida”. Essa palavra também é aplicada, no Evangelho de João, em referência a Deus (Jo 4.24). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é identificada no Novo Testamento como o Espírito Santo (Lc 4.1; Hb 3.7), e, uma vez mais é importante frisar que o Espírito Santo é uma pessoa.
  3. Andar na carne x andar no Espírito.
    Paulo adverte os crentes mostrando que os que vivem segundo a carne, ou seja, uma vida dominada pelo pecado, jamais agradarão a Deus: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.8). O viver na carne opera morte (espiritual e física), mas o viver no Espírito conduz o crente à felicidade, à vida eterna (Rm 8.11; 1Co 6.14). Paulo foi enfático ao afirmar: “Andai em Espírito” (Gl 5.16). O Espírito Santo nos ajuda a viver em santidade e de maneira que o nome do Senhor seja exaltado. Sem Ele não poderíamos agradar a Deus. Quem pode nos ajudar e nos conduzir de modo a agradar a Deus? Somente o Espírito Santo. O doutor Stanley Horton diz que andar no Espírito e ser guiado por Ele significa obter vitória sobre os desejos e os impulsos carnais. Significa desenvolver o fruto do Espírito, o melhor antídoto às concupiscências carnais. Jamais tente viver a vida cristã pelos seus próprios esforços, tomando atalhos, buscando desvios, mas renda-se constantemente ao Espírito Santo, pois Ele lhe ensinará a maneira certa de viver a vida cristã. Quando o Espírito Santo tem o controle do nosso espírito, Ele faz com que o nosso homem interior tenha forças e condições para opor-se às obras da carne. Andar na carne, ou seja, ser dominado pela velha natureza adâmica, leva a pessoa a portar-se de modo pecaminoso. Infelizmente, muitos crentes, como os de Corinto, estão se deixando dominar pelas obras da carne (1Co 3.3).
II. OBRAS DA CARNE, UM CONVITE AO PECADO
  1. A cobiça.
    Quem anda no Espírito resiste às obras da carne, pois somente cheios dEle teremos condições de viver de modo a exaltar e a glorificar o nome do Senhor. Quem de fato deve controlar a vida do crente é o Espírito Santo. Homem algum tem o poder de controlar ou transformar a natureza de outra pessoa, somente Deus tem esse poder. A natureza pecaminosa nos incentiva a viver em concupiscência, luxúria, desejos descontrolados e paixões impuras (2Pe 2.10). A Bíblia nos ensina que a concupiscência da carne não procede de Deus (1Jo 2.16). Eva cobiçou o fruto da árvore que Deus havia ordenado que não comesse. Seu desejo trouxe terríveis consequências para sua vida e para a humanidade (Gn 3.6). A cobiça de Acã o levou à morte (Js 7.21). Portanto, não permita que o desejo da carne, da velha natureza, domine você. Atente para o que Paulo ensinou às igrejas da Gálacia a respeito da cobiça da carne contra o Espírito (Gl 5.17). Os desejos da carne serão sempre contrários à vontade de Deus.
  2. A oposição da carne.
    O seu espírito deseja orar, jejuar e buscar a Deus, mas a sua carne vai preferir ver televisão, comer bem e ficar no conforto da sua casa. Precisamos ter cuidado, pois a oposição da carne contra o Espírito é algo contínuo. Essa oposição somente será vencida se procurarmos viver cheios do Espírito Santo. A carne não pode ter vez na vida do crente, posto que a força do Espírito Santo é maior, porém o embate entre a carne e o Espírito vai perdurar até o dia que receberemos do Senhor um corpo glorificado (Fp 3.21). O crente que realmente deseja fazer oposição às obras da carne precisa andar pelo Espírito, porque Ele não deixa que as paixões infames o domine. Para o crente existem duas maneiras pelas quais ele pode viver: na carne ou no Espírito. Ou você serve a Deus e permite que Ele domine sua natureza adâmica ou vive na prática das obras da carne. O que você escolhe?
III. FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
  1. O que é o fruto do Espírito?
    Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “o fruto do Espírito são os hábitos e princípios misericordiosos que o Espírito Santo produz em cada cristão”. Esses hábitos e princípios são o resultado de uma vida de comunhão com Deus. De acordo com Romanos 6.22, depois de liberto do pecado, o crente precisa desenvolver o fruto do Espírito. Os dons espirituais são dádivas divinas, mas o fruto precisa ser desenvolvido, cultivado. O Espírito Santo desenvolve o seu fruto em nós à medida que nos aproximamos de Deus e procuramos ter uma vida de comunhão e santidade.
  2. Os frutos provam a nossa verdadeira santidade.
    Quando vivíamos no pecado, nossos frutos, ações, eram as obras da carne, mas libertos do seu poder e domínio, tendo uma nova natureza implantada em nosso ser, nos tornamos uma pessoa melhor. João Batista falou a respeito da importância de produzirmos frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). João estava dizendo que o arrependimento genuíno será acompanhado pelo fruto da justiça. O arrependimento genuíno é evidenciado pelos nossos frutos, ou seja, nossas ações. Como conhecemos uma árvore? Por seus frutos. Logo, o verdadeiro crente é reconhecido por seu caráter e suas ações.
  3. A santidade que o Espírito Santo gera em nós.
    O Espírito Santo nos molda e nos ensina o que é certo e o que é errado à medida que buscamos a Deus em oração, leitura da Palavra e jejuns. Por meio da Palavra de Deus, o Espírito Santo vai trabalhando paulatinamente em nós, até que alcancemos a estatura de homem perfeito (Ef 4.13). Quando deixamos de ser meninos, estamos prontos para produzir bons frutos (Lc 8.8). O crente precisa andar em novidade de vida, em santidade. Segundo os pressupostos bíblicos, a santificação do crente é:
    a) Posicional.
    Quando, por meio da fé, aceitamos Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador, nossos pecados são apagados, recebemos o perdão divino e passamos a desfrutar de uma nova vida em Cristo (2Co 5.17). A natureza adâmica já não tem mais domínio sobre nós, e por meio da ação do Espírito Santo podemos experimentar o novo nascimento (Jo 3.3). Mediante a fé passamos a desfrutar de uma nova posição espiritual em Jesus Cristo.
    b) Progressiva.
    A santificação é um processo que vai se desenvolvendo ao longo da nossa vida. Depois do novo nascimento, o crente precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo Jesus (1Pe 3.18). A santificação é gradual, progressiva e nos leva para mais perto de Deus.
    c) Final.
    Em Filipenses 3.12.13, Paulo mostra que ele estava buscando uma transformação maior e final. Essa transformação somente acontecerá quando recebermos um corpo glorificado e nos tornarmos semelhantes a Jesus (1Jo 3.2).
CONCLUSÃO
Para vencermos o conflito existente entre a carne e o Espírito, precisamos tão somente nos encher do Espírito Santo e crucificar a nossa carne com suas paixões e concupiscências (Gl 5.24; Ef 5.18). Permita que o Espírito Santo guie você pelo caminho certo e que Ele controle os seus desejos de modo que o fruto seja evidenciado em sua vida.
PARA REFLETIR
A respeito das obras da carne e o fruto do Espírito, responda:
De acordo com a lição, defina carne.
O que é o espírito?
Quais são as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21?
Segundo Gálatas 5.22, relacione o fruto do Espírito.
Segundo os pressupostos bíblicos, quais são os três tipos de santificação?














Mateus 3:8 “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”.
VERDADE PRÁTICA
Somente através de uma vida espiritual frutífera o crente poderá glorificar a Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 15.16: Fomos escolhidos e separados do mundo para dar fruto para Deus
Terça — Gn 1.11: O fruto identifica a espécie a que pertence a árvore
Quarta — Is 57.19: Louvor e adoração, o fruto dos lábios
Quinta — Fp 1.11: Frutos de justiça para o louvor de Deus
Sexta — Mt 3.10: A árvore que não produz bons frutos será cortada
Sábado — Mc 4.20: Os discípulos de Cristo produzem frutos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 7:13-20
13 — Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
14 — E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
15 — Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.
16 — Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
17 — Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.
18 — Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons.
19 — Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
20 — Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos o propósito do fruto do Espírito. Nas Escrituras Sagradas, o vocábulo fruto tem muitos significados que podem ser utilizados para designar nossas ações e motivos. Veremos que Jesus, nosso Salvador, morreu e ressuscitou para nos ensinar o valor de uma vida frutífera (Jo 12.24). Nós somos fruto do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, logo temos a responsabilidade de frutificar para a glória de Deus.
I. A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO
  1. O que significa ser controlado pelo Espírito?
    Significa ser cheio do Espírito Santo diariamente, não somente aos domingos (Ef 5.18). Se quisermos viver de modo a agradar a Deus e produzir frutos para a sua glória, precisamos cumprir o imperativo bíblico registrado em Efésios 5.18: “[...] Mas enchei-vos do Espírito”. O verbo encher aqui remete também a ser controlado, dominado, de modo que a pessoa não tem mais vontade própria. Quando somos controlados pelo Espírito Santo, os nossos pensamentos, ações e vontades passam a ser conduzidos por Ele. É lamentável, mas infelizmente muitos crentes não buscam mais o poder do Espírito Santo, pois estão mais preocupados com os bens desse mundo. Jesus nos advertiu a respeito de juntar tesouros na terra e não no céu (Mt 6.19,20).
  2. Um viver santo.
    O Espírito Santo nos ajuda a ter uma compreensão melhor de Deus e do seu Reino. Ele deseja nos ensinar a viver em novidade de vida, em santidade, mesmo habitando em um mundo corrompido pelo pecado e dominado pelo Inimigo (1Co 2.10-15). Para que uma planta produza frutos ela precisa alcançar um determinado nível de maturação; isso também ocorre com o crente (Ef 4.13). Esse nível de crescimento e maturação só pode ser alcançado com a ajuda e a ação do Espírito Santo. A vida frutífera é para os “maduros”. Quando os anos passam e o crente não alcança a maturidade espiritual, ele se torna vulnerável ao pecado e a todo vento de doutrina, sendo enganado pela astúcia dos que alegam falar em nome de Deus (Ef 4.14).
  3. A verdadeira comunhão.
    Você deseja ter uma vida de comunhão com Deus? Então invista tempo no seu relacionamento com Ele (Os 6.3). Ore, jejue e adore ao Senhor. A comunhão com Deus vai gerar em nós frutos excelentes que evidenciarão que o Pai habita em nós. Jesus ordenou que seus discípulos fossem para Jerusalém para serem revestidos de poder (At 1.8). Ele sabia que, para dar continuidade à sua obra e produzir bons frutos, os discípulos precisariam desse revestimento de poder.
II. O FRUTO DO ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
  1. O que é caráter?
    Segundo o Dicionário Houaiss, é a “qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole”. Nossas ações e frutos identificam o caráter de Cristo em nós. Quem pela fé recebe a Jesus Cristo como Salvador passa por uma transformação interior, recebendo uma nova vida, ou seja, uma nova maneira de pensar e agir (2Co 5.17). O caráter de Cristo é evidenciado em nossas vidas por nossas ações.
  2. Caráter gerado pelo Espírito Santo.
    O Senhor Jesus afirmou que o Espírito Santo habitaria em nós (Jo 14.17). Ele, em nós, faz com que a nossa natureza adâmica seja destronada. O velho “eu” morre, por isso, temos condição de negarmos a nós mesmos (Mt 16.24). Precisamos ter consciência de que o Espírito Santo trabalha em nós, não somente para nos conceder dons e talentos, mas para nos transformar. Infelizmente, muitos não dão lugar ao Espírito, impedindo que Ele os transforme. O Consolador trabalha em nós à medida que lhe permitirmos. Deixe o Consolador transformar todo o seu ser.
  3. Um novo estilo de vida.
    Viver em novidade de vida não é fácil, pois o caminho que conduz a Jesus Cristo é apertado e exige renúncia (Mt 7.14). Infelizmente, muitos estão pregando um pseudoevangelho que não exige mais renúncia e nem mudança de vida. Não podemos concordar com os falsos ensinos e os falsos discursos que têm sido disseminados, em especial nas redes sociais. Jesus disse que os falsos profetas têm roupas de ovelhas, mas são harpagês, isto é, são como aves de rapina, logo precisamos ter cuidado (Mt 23.25). O alvo deles é destruir o rebanho do Senhor e impedir que venhamos alcançar a vida eterna. Muitos, sob a influência de Satanás, estão operando sinais e prodígios, imitando as obras de Cristo, porém seus frutos revelam que não pertencem a Jesus Cristo. Como identificar o crente autêntico? Ele pode ser identificado não por aquilo que possui, mas por aquilo que é. Suas ações precisam revelar que ele está em Jesus Cristo (Jo 15.4). Lembre-se: não se conhece uma árvore pelas folhas, mas sim pelos frutos.
III. TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS
  1. O propósito do fruto.
    Você não foi salvo para somente frequentar a igreja, mas para revelar Cristo ao mundo por intermédio de um viver santo, justo, em meio a uma sociedade comprometida pelo pecado (Fp 2.15). Fomos “retirados” do mundo para que sejamos testemunhas (Is 43.10). Você foi chamado para ser “luz” do mundo e “sal” da terra (Mt 5.14,15). Porém, não adianta pregar o Evangelho de Cristo e não viver segundo os princípios do Reino (Mt 5.1-12). Você precisa viver aquilo que prega e ensina se deseja uma vida e ministério frutíferos.
  2. Uma vida produtiva.
    O crente precisa ter uma vida espiritual frutífera para que não seja arrancado, ceifado (Jo 15.2). Quando um galho é cortado e não é imediatamente enxertado, ou replantado, seca e morre. Você tem produzido frutos ou sua vida está como um galho seco? Nossos frutos revelam que pertencemos a Cristo e o quanto aprendemos com o Ele (Lc 6.40; Jo 15.8).
  3. O que fazer para manter a produtividade?
    Um bom agricultor se preocupa com o plantio, com o cultivo e com a produção de fruto. Para que a lavoura tenha um bom desenvolvimento, o agricultor precisa adubar a terra, regar as sementes e retirar as ervas daninhas. É preciso investimento financeiro e muito trabalho. Nós também temos um Pai que cuida de nós para que venhamos a frutificar (Jo 15.1-5). Isso significa que algumas vezes somos “podados”, ou seja, passamos por aflições e dificuldades. As aflições não são para nos destruir, mas contribuem para que venhamos nos tornar pessoas mais fortes, capazes de produzir frutos em abundância.
CONCLUSÃO
Precisamos ter uma vida frutífera e para isso precisamos estar ligados à Videira. O propósito dos frutos é glorificar ao Pai: “Nisto é glorificado meu Pai; que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (Jo 15.8). Busque ter um relacionamento pessoal com Cristo, seja cheio do Espírito Santo e produza muitos frutos para a glória de Deus.
PARA REFLETIR
A respeito do propósito do fruto do Espírito, responda:
O que significa ser controlado pelo Espírito Santo?
Segundo a lição, o que é necessário para que a planta produza frutos?
O que os discípulos precisavam para produzir bons frutos e dar continuidade a obra de Jesus?
Como podemos identificar uma árvore? 


Mateus 26:41 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
VERDADE PRÁTICA
Oremos e vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Gl 5.19: O perigo da prostituição, da impureza e da lascívia
Terça — Gl 5.20a: O perigo da idolatria, das feitiçarias e das inimizades
Quarta — Gl 5.20b: O perigo das contendas, das disputas e das iras
Quinta — Gl 5.21: O perigo da inveja, dos homicídios, das bebedices e das glutonarias
Sexta — Gl 5.21b: O perigo fatal das obras da carne
Sábado — Gl 5.16: Como vencer as obras da carne
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 6:39-49
39 — E disse-lhes uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?
40 — O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.
41 — E por que atentas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
42 — Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
43 — Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
44 — Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
45 — O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.
46 — E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
47 — Qualquer que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
48 — É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha.
49 — Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
INTRODUÇÃO
A lição deste domingo é um alerta para os que querem agradar a Deus e ter uma vida frutífera. Estudaremos o perigo das obras da carne. Precisamos ter cuidado, pois dentro de todo crente habita duas naturezas: a natureza adâmica, a qual foi corrompida na Queda, e a nova natureza, que é resultado da regeneração, do novo nascimento (Jo 3.3). Veremos que a natureza adâmica, se não for controlada pelo Espírito, produz frutos que levam o crente à morte espiritual.
I. A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
  1. A concupiscência da carne.
    Você sabe o significado da palavra concupiscência? Segundo o Dicionário Wycliffe, este é um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos” (Rm 7.8). A velha natureza, se não for controlada pelo Espírito, leva-nos a cometer as piores ações e abominações. Por isso, precisamos vigiar e viver constantemente cheios do Espírito Santo (Ef 5.18). Paulo advertiu a Igreja, explicando que, quem semeia na carne, ou seja, vive segundo a velha natureza, da carne ceifará corrupção (Gl 6.8). Nossos desejos e vontades devem ser controlados pelo Espírito Santo, pois os desejos da velha natureza são impuros e nos conduzem para a morte espiritual.
  2. A vida guiada pela concupiscência da carne.
    Quem controla seus desejos? Temos anseios, mas estes precisam ser controlados por Deus. Devemos submeter nossos pensamentos e desejos ao controle divino. O crente que não tem uma mente conduzida pelo Espírito Santo torna-se uma pessoa sem controle, sem qualquer deferência. A Palavra de Deus nos ensina que precisamos mortificar nossa natureza (Cl 3.5). Mortificar é permitir que Deus controle nossos pensamentos, vontades e ações. Vivemos em uma sociedade hedonista, onde a busca pelo prazer tem feito com que muitos sejam dominados por desejos malignos, praticando, sem qualquer pudor, toda a sorte de impureza, e tudo em nome do prazer e da liberdade. Diante desse triste quadro, a Igreja não pode se calar, mas deve expressar suas virtudes anunciando a mensagem da salvação.
  3. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos.
    Longe de Deus e sem o controle do Espírito Santo, o homem manifesta seus desejos mais perversos, trazendo sérios prejuízos para os relacionamentos na Igreja e fora dela. Quando o homem se torna insensível à voz de Deus e ao Espírito, sendo governado apenas por seus instintos, torna-se semelhante aos animais. Uma vida conduzida pela velha natureza leva as pessoas a olharem apenas para os prazeres momentâneos que o mundo oferece, não atentando para o que é eterno. Davi viu e desejou a mulher de Urias, e o seu desejo descontrolado o levou a cometer um adultério e um homicídio (2Sm 11.1-4). Ele não atentou para as consequências dos seus atos. O crente não pode se deixar seduzir pelos prazeres deste mundo (1Jo 2.15-17).
II. A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
  1. O caráter.
    No grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”. Contudo, é importante ressaltar que esta palavra tem diferentes significados em distintas ciências, como a sociologia e a psicologia. Segundo o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais, que caracterizam um indivíduo”. O caráter não é inato e pode ser mudado.
  2. O caráter moldado pelo Espírito.
    Quando aceitamos Jesus e experimentamos o novo nascimento, nosso caráter passa por uma transformação. O Espírito Santo trabalha em nós a fim de que sejamos semelhantes a Jesus. Mas para que essa transformação aconteça precisamos nos submeter inteiramente a Deus. Se quisermos uma vida espiritual frutífera, precisamos dar oportunidade ao Espírito Santo para que Ele trabalhe em nossas vidas produzindo o fruto do Espírito (Gl 5. 22). Não adianta apenas dizer que é crente, é preciso evidenciar o nosso caráter cristão mediante as nossas ações (Mt 5.16). Muitos se dizem crentes, mas suas ações demonstram que nunca tiveram um encontro real com o Salvador. Muitos estão na igreja, mas ainda não foram realmente transformados por Jesus, pois quem está em Cristo é uma nova criatura e como tal procura andar em novidade de vida, pois já se despiu do velho homem, da natureza adâmica (2Co 5.17). Crentes que vivem causando escândalos, divisões, rebeldias, jamais experimentaram o novo nascimento.
  3. Ataques ao seu caráter.
    Em sua vida cristã, você terá que lutar com três inimigos que farão de tudo para macular o seu caráter: a carne, o Diabo e o mundo. Muitos acabam sendo vencidos por eles. Para enfrentar e vencer esses inimigos é preciso ter uma vida de comunhão com o Pai. É necessário orar, ler a Palavra de Deus e jejuar. Sem a leitura da Bíblia, a oração e o jejum não conseguiremos vencer e ter uma vida frutífera.
III. UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS
  1. Viver segundo a carne.
    Se o crente vive dominado pelos desejos carnais, ele não pode agradar a Deus (Rm 8.8). Fomos criados para glorificar a Deus e produzir o fruto do Espírito. Viver segundo a carne causa males e danos à nossa vida e para o nosso próximo. Paulo exorta os crentes da igreja de Corinto para que vivam no Espírito, pois alguns estavam vivendo segundo a carne, de modo que suas ações eram evidentes: inveja, contendas e dissensões (1Co 3.3). Paulo deixa claro que os que assim estavam vivendo não poderiam agradar a Deus e ter uma vida de comunhão no Espírito Santo.
  2. Vivendo como espinheiro.
    Sabemos que a árvore é identificada não por suas flores ou folhas, mas por seus frutos. Jamais vamos colher laranja de uma macieira, pois cada árvore produz o seu fruto segundo sua espécie (Gn 1.11). Logo, é impossível um cristão dominado pelo Espírito Santo produzir as obras da carne. O homem bom tira de seu íntimo, do seu coração transformado, coisas boas, mas o homem mau tira do seu mau coração pelejas, dissensões, prostituição, iras, etc. (Mt 7.18-22).
    Jotão apresenta algumas árvores em uma parábola para o seu povo (Jz 9.7-21). As árvores representam o povo de Siquém que desejavam um rei. Essas árvores eram boas: uma produzia azeite que era utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação; outra produzia figos que alimentava o povo; a videira produzia vinho, que era usado nos sacrifícios de libações. Porém o espinheiro, arbusto inútil, representava Abimeleque. Muitos atualmente estão como Abimeleque, não produzem nada de útil para Deus ou para a próximo e ainda ferem as pessoas com seus espinhos. Quem vive segundo a carne se torna um espinheiro, inútil para Deus e para a Igreja.
  3. Uma vida infrutífera.
    Certa vez, Jesus contou uma parábola a respeito de uma árvore estéril, uma figueira (Lc 13.6-9). A figueira sem frutos refere-se primeiramente a Israel, porém ela também pode ser aplicada aos crentes que professam a Jesus e, no entanto, insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa. Na parábola, o agricultor investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando todas as condições para que produza fruto. Mas caso ela não viesse a frutificar seria cortada. Deus está investindo em sua vida e dando todas as condições para que você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.
CONCLUSÃO
Quem vive segundo a carne não pode agradar a Deus. E a vida sem Deus torna-se infrutífera. Longe do Senhor nos tornamos espinheiros, nos ferimos e ferimos ao próximo. Busque a Deus e seja uma árvore frutífera.
PARA REFLETIR
A respeito do perigo das obras da carne, responda:
Qual o significado da palavra concupiscência?
Para onde nossos desejos impuros nos conduzem?
O que acontece quando o homem deixa de ouvir a voz de Deus e passa a ser guiado pelos seus desejos?
O que significa caráter no grego?
O que é caráter?




Filipenses 4:4 “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”.
VERDADE PRÁTICA
A alegria, fruto do Espírito, não depende de circunstâncias.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Pv 14.30: A inveja faz a alma adoecer
Terça — Gn 30.1: A inveja gera rivalidades e prejudica os relacionamentos
Quarta — Pv 3.3: Não tenhas inveja do homem violento
Quinta — Rm 13.13: Não ande em dissoluções, nem contendas e inveja
Sexta — 1Co 3.3: Não seja um crente invejoso
Sábado — Tg 3.14: Não dê lugar a inveja em seu coração
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 16:20-24
20 — Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria.
21 — A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.
22 — Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará.
23 — E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.
24 — Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne. Veremos que a alegria que sentimos, e que é resultado do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias.Mesmo enfrentando dificuldades e tribulações, podemos ter alegria em nosso coração. Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento terrível que faz parte da natureza adâmica. Veremos que tal sentimento não agrada a Deus e prejudica o próximo.
I. FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO
  1. A alegria do Senhor.
    A alegria, como fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais. No texto de João 16.20-24, Jesus afirma que daria uma alegria permanente para os seus servos de maneira que nada, nesse mundo, conseguiria tirá-la, nem mesmo a morte. A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus. Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja. Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria, “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). Zacarias profetizou acerca da entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, dizendo que tal ato traria alegria (Zc 9.9); Paulo incitava os crentes a serem alegres em todo o tempo (Fp 4.4) e o salmista incentiva o povo a servir a Deus com alegria (Sl 100.2). A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará.
  2. A fonte da nossa alegria.
    Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17). O melhor presente que o Senhor já nos concedeu foi à vinda de Jesus a este mundo e o seu sacrifício, na cruz, para perdão dos nossos pecados (Jo 3.16). Talvez você esteja enfrentando uma situação difícil e, por isso, está com o seu coração triste e pesaroso. Mas creia que o Deus que não poupou o seu próprio Filho dará a você todas as coisas que necessita para sua completa alegria no Espírito Santo (Rm 8.32). Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças para enfrentar toda a sorte de perseguição. Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25).
  3. A bênção da alegria.
    Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai. Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum. O crente vive por fé e não por circunstâncias. O profeta Habacuque declarou que ainda que não houvesse provisão, ele se alegraria no Senhor e o exaltaria (Hb 3.17,18). Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo.
II. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA
  1. Definição.
    Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe “a palavra grega phthonos, que designa inveja” é utilizada em todo o Novo Testamento. A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo. Dor diante daquilo que é bom para o outro, por isso, Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem. A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica. Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20).
  2. Inveja, fruto da velha natureza.
    Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne. Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas. Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam. Que o Senhor livre os nossos corações dessa motivação perversa.
  3. Os efeitos da inveja.
    A inveja jamais trará bons resultados, pois é nociva e destruidora. Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade. Tomemos como exemplo os irmãos de José. Foi por inveja que eles o venderam como escravo aos mercadores (Gn 37.28). Alguns dos conflitos existentes entre Raquel e Lia também surgiram por causa da inveja de Raquel (Gn 30.1). A inveja que Saul passou a alimentar em relação a Davi levou-o a adoecer mental e espiritualmente (1Sm 18.7,8). Fez também com que ele perseguisse e desejasse matar a Davi (1Sm 18.10,11). Quantos não estão sendo também perseguidos e até “mortos” pela inveja. Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas. Em o Novo Testamento, vemos que o Filho de Deus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18). Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3). A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.
III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA
  1. A alegria no viver.
    Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece. Não se esqueça de que Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10). O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33). Jesus deseja que tenhamos vitória sobre as aflições e tristezas.
  2. Alegria no servir.
    Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2). Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados. Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai. O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).
  3. Alegria no contribuir.
    Você tem entregue seus dízimos e ofertas com alegria? Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio. Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7). O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4). Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor. Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma. Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus. O Senhor merece o nosso melhor.
CONCLUSÃO
Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações. Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso.
PARA REFLETIR
A respeito da alegria, fruto do Espírito e da inveja; hábito da velha natureza, responda:
Segundo a lição, o que é a alegria do Espírito?
Qual é a fonte de nossa real alegria?
Defina inveja.
A inveja é resultado do quê?
Como deve ser a nossa contribuição?



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

VOCÊ DECIDE